Sunday, May 27, 2007

What if...

Mother Earth was Father Earth? The two sides of our planet in only one face...
EdNorton by MarkSeliger for Vanity Fair May 2006 (Green) Issue

Tuesday, May 22, 2007

Para não esquecer que

dia 17 de Maio assinalou-se mais um Dia Mundial da Luta contra a Homofobia. Já era tempo de parar com uma descriminação sem fundamento e um julgamento preconceituoso de espíritos, mentalidades e estilos de vida. Cada um é como é e como quer, quem não gosta "sai de cima"! Filmes a ver: Breakfast on Pluto--->http://www.breakfastonpluto.co.uk/ Velvet Goldmine--->http://www.imdb.com/title/tt0120879/

Saturday, May 19, 2007

BENÇÃO DAS FITAS 2007

Hoje foi o primeiro de muitos dias, até ao resto das nossas vidas.

Tuesday, May 15, 2007

Divino

Eu já sabia que o Exmº Sr. Miguel Sousa Tavares, era daquelas pessoas nascidas do Porto (e não, não estou a generalizar totalmente, porque os pobres não são assim), com um je ne sais quoi de superioridade em relação às outras pessoas. Deve pensar que por ter nascido de duas grandes famílias, lhe dará mais direito a saber lidar com todo o tipo de situações, bem como, saber opinar sobre qualquer tema/assunto da actualidade. Como tal, deixo aqui um pequeno apontamento retirado do DN, que me foi enviado hoje por mail.
CALEM-ME A CRIANCINHA QUE NÃO CONSIGO MASTIGAR João Miguel TavaresJornalistajmtavares@dn.pt Estava Miguel Sousa Tavares na TVI a comentar a nova Lei do Tabaco quando da sua boca saltou esta pérola: o fumo nos restaurantes, que o Governo quer limitar, incomoda muitíssimo menos do que o barulho das crianças - e a estas não há quem lhes corte o pio. Que bela comparação. Afinal, o que é uma nuvenzinha de nicotina ao pé de um miúdo de goela aberta? Vai daí, para justificar a fineza do seu raciocínio, Sousa Tavares avançou para uma confissão pessoal: "Tive a sorte de os meus pais só me levarem a um restaurante quando tinha 13 anos." Há umas décadas, era mais ou menos a idade em que o pai levava o menino ao prostíbulo para perder a virgindade. O Miguel teve uma educação moderna - aos 13 anos, levaram-no pela primeira vez a comer fora. Senti-me tocado e fiz uma revisão de vida. É que eu sou daqueles que levam os filhos aos restaurantes. Mais do que isso. Sou daquela classe que Miguel Sousa Tavares considerou a mais ameaçadora e aberrante: os que levam "até bebés de carrinho!". A minha filha de três anos já infectou estabelecimentos um pouco por todo o país, e o meu filho de 14 meses babou-se por cima de duas ou três toalhas respeitáveis. É certo que eles não pertencem à categoria CSI (Criancinhas Simplesmente Insuportáveis), já que assim de repente não me parece que tenham por hábito exibir a glote cada vez que comem fora - mas, também, quem é que acredita nas palavras de um pai? E depois, há todo aquele vasto campo de imponderáveis: antes de os termos, estamos certos de que vão ser CEE (Crianças Exemplarmente Educadas), mas depois saltam cá para fora, começam a crescer e percebemos com tristeza que vêm munidos de vontade própria, que nem sempre somos capazes de controlar. O que fazer, então? Mantê-los fechados em casa? Acorrentá-los a uma perna do sofá? É uma hipótese, mas mesmo essa é só para quem pode. Na verdade, do alto da sua burguesia endinheirada, e sem certamente se aperceber disso, Miguel Sousa Tavares produziu o comentário mais snobe do ano. Porque, das duas uma, ou os seus pais estiveram 13 anos sem comer fora, num admirável sacrifício pelo bem-estar do próximo, ou então tinham alguém em casa ou na família para lhes tomar conta dos filhinhos quando saíam para a patuscada. E isso, caro Miguel, não é boa educação - é privilégio de classe. Muita gente leva consigo a prole para um restaurante porque, para além do desejo de estar em família, pura e simplesmente não tem ninguém que cuide dos filhos enquanto palita os dentes. Avós à mão e boas empregadas não calham a todos. A não ser que, em nome do supremo amor às boas maneiras, se faça como os paizinhos da pequena Madeleine: deixá-la em casa a dormir com os irmãos, que é para não incomodar o jantar.