Saturday, December 30, 2006

Em semi vésperas de Novo Ano, lá vem ela com a política...

Era um tirano, um ditador e um assassino. Matava homens, mulheres, crianças (mandava matar que é o mesmo), matava membros da própria família, era de um país muçulmano (que se tudo corresse bem, já tinha tido tempo de ser cristianizado, à moda das antigas Cruzadas- onde anda um Rei Artur ou um D. Sebastião, ou mesmo um Afonso Henriques, se quisermos ir mais longe na História de Portugal, quando precisamos deles, para nos oferecer carnificina televisiva em pleno seculo XXI?). Merda! De repente lembrei-me do invasor do Iraque... Não, não, não é de facto o Presidente Bush, mas sim o Ocidente em peso, na forma de milhares de soldados que andam a cair como tordos. E, vendo bem as coisas, principalmente o que aconteceu hoje, uma semana que para a maioria da população mundial, é de Paz e Amor e Resoluções para o Ano Novo, é apenas mais um dia, de mais uma semana, de mais um mês e mais um ano de guerra num país chamado Iraque. Pode ser só impressão minha e espero bem que seja (embora não sendo impossível, é pouco provável), mas o que NÓS TODOS andamos a fazer, a invadir países que podiam não estar bem, mas que agora só irão ficar mais devastados, do que estavam, irá ser revelado contra nós. Causa-Efeito. Um dos princípios da Física. Eu ataco, tu atacas, ele ataca... nós matamos, vós matais, eles matam. Um dia destes tudo se virará ao seu criador. Espero estar bem longe para não ver. Provavelmente estarei longe do mundo ocidental "industrializado e bem falante", provavelmente andarei com um shador e estarei na Arábia ou no Irão. Mas pelo menos, não vou ter peso nenhum na consciencia, porque não fui eu, defenitivamente NÃO EU, que comecei com esta farsa toda. Ainda bem que existe um Bush no Mundo. Parabéns aos que AINDA acreditam nele. Boa sorte para o próximo ano.

Sunday, December 24, 2006

All I want for Christmas is You!!!!

I don't want a lot for Christmas, There's just one thing I need I don't care about the presents, Underneath the Christmas tree, I just want you for my own, More than you could ever know, Make my wish come true, All I want for Christmas is... You I don't want a lot for Christmas, There's just one thing I need I don't care about the presents, Underneath the Christmas tree, I don't need to hang my stocking, There upon the fireplace, Santa Claus won't make me happy, With a toy on Christmas day, I just want you for my own, More than you could ever know, Make my wish come true, All I want for Christmas is you You baby, I won't ask for much this Christmas, I don't even wish for snow, I'm just gonna keep on waiting, Underneath the mistletoe, I won't make a list and send it To the North Pole for Saint Nick, I won't even stay awake to Hear those magic reindeers click, 'Cause I just want you here tonight, Holding on to me so tight, What more can I do, Baby all I want for Christmas is you Ooh baby All the lights are shining, So brightly everywhere, And the sound of children's Laughter fills the air, And everyone is singing I hear those sleigh bells ringing Santa won't you bring me the one I really need, Won't you please bring my baby to me... Oh I don't want a lot for Christmas This is all I'm asking for I just want to see my baby Standing right outside my door Oh I just want you for my own More than you could ever know Make my wish come true Baby all I want for Christmas is... You

A caminho de Belém, passaram 4 reis magos...

que me deixaram esta prenda...

Saturday, December 23, 2006

Deixem os vossos poemas também...

DIA DE NATAL
Hoje é dia de ser bom. É dia de passar a mão pelo rosto das crianças, de falar e de ouvir com mavioso tom, de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças. É dia de pensar nos outros. coitadinhos. nos que padecem, de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria, de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem, de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria. Comove tanta fraternidade universal. É só abrir o rádio e logo um coro de anjos, como se de anjos fosse, numa toada doce, de violas e banjos, Entoa gravemente um hino ao Criador. E mal se extinguem os clamores plangentes, a voz do locutoranuncia o melhor dos detergentes. De novo a melopeia inunda a Terra e o Céue as vozes crescem num fervor patético. (Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.) Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas. Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante. Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suase fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante. Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica, cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates, as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica. Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito, ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores. É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito, como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores. A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento. Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar. E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimentoe compra. louvado seja o Senhor!. o que nunca tinha pensado comprado. Mas a maior felicidade é a da gente pequena. Naquela véspera santaa sua comoção é tanta, tanta, tanta,que nem dorme serena. Cada menino abre um olhinho na noite incerta para ver se a aurora já está desperta. De manhãzinha, salta da cama, corre à cozinha mesmo em pijama. Ah!!!!!!!!!! Na branda maciezada matutina luz aguarda-o a surpresa do Menino Jesus. Jesus o doce Jesus, o mesmo que nasceu na manjedoura,veio pôr no sapatinho do Pedrinho uma metralhadora. Que alegria reinou naquela casa em todo o santo dia! O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas, fuzilava tudo com devastadoras rajadas e obrigava as criadas a caírem no chão como se fossem mortas: Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá. Já está! E fazia-as erguer para de novo matá-las. E até mesmo a mamã e o sisudo papá fingiam que caíam crivados de balas. Dia de Confraternização Universal, Dia de Amor, de Paz, de Felicidade, de Sonhos e Venturas. É dia de Natal. Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade. Glória a Deus nas Alturas. António Gedeão

Feliz Natal

Embora com imensos trabalhos pendentes e com estudo de cadeirões para o comecinho da época de exames, daqui a, praticamente 1 semana, não deixo de enviar para os meus leitores e amigos cibernautas um Feliz Natal, embora sabendo que a maioria das pessoas do mundo não têm a mesma sorte. A de passarem não só o Natal, como os restantes dias do ano em condições o minimamente "humanas", bem como a possibilidade e a sorte de terem uma família e amigos com quem passar esta época.
Feliz Natal!!!!!!
Imagem recolhida no site oficial dos Depeche Mode: www.depechemode.com

Hora das Colmeias

Após muito tempo em espera, sendo que vi o primeiro concerto da banda em questão somente no Verão passado em Porto Santo, eis que finalmente é lançado o novo CD dos Quinta do Bill, uma das primeiras bandas que eu ouvi e gostei e com a qual tenho uma história muito engraçada de audição musical (desde ter confundido inicialmente que uma musica tão bonita como o Se Te Amo, a melodia inicial, atenção!, era dos Boyzone!!!!!) até ter sido por conta deles que conheci os outros.. os Corvos e, pelo qual, de certa forma, estou bastante agradecida. Entre membros que saiem e outros que entram (o Nuno ganhou asas negras de corvo e voou para outras paragens musicais e a Dalila entrou com garra e genica que só um elemento feminino pode dar a uma banda tipicamente masculina), a música fica e fica para valer. Este novo album é a prova provada de tal, apresentando letras de José Luis Peixoto, Adolfo Luxúria Canibal entre outros, num registo completamente diferente daquilo que estes autores nos habituaram.
Para ouvir com atenção e oferecer, se já não neste Natal, então na próxima semana, a partir de terça feira...

Wednesday, November 29, 2006

Esta entrada será rapida....

Dia 11 de Dezembro (se tudo correr como planeado), anda à roda.... e mais não escrevo.... ;)

Sunday, November 26, 2006

Tou com um humor de cão!

Cuidado, não se aproximem nem falem muito comigo esta semana. Desde sexta-feira que estou com um humor de cão que não convém a ninguém sequer, se aproximar de mim, e pelos vistos deve continuar o mau tempo durante esta nova semana. Eu quero lá saber se é epoca do Natal ou do raio que os partam! Eu só sei que tou totalmente passada da minha cabeça e desde já faço o aviso, tenham mesmo muito cuidado com a forma de me abordarem, senão ainda levam uma trinca! E eu não estou a brincar!

Friday, November 17, 2006

Tal como fiz para o Enquadramento geológico de Sintra...

Também esperei para o fazer a Ciclos Geoquímicos. As notas do 1º trabalho prático já saíram, e apesar de todo o meu nervosismo não me posso queixar, tive 16.9, o que não é nada mau (pena de não me ter posto a trabalhar feita um cão desde o 1º ano). Sendo assim, deixo, para quem queira ler, até porque é um assunto interessante, principalmente por quem procure perceber um pouco mais sobre a circulação oceânica, o resumo inicial do meu trabalho. Vai em inglês, porque, desculpem-me o mega-ego a falar, foi das melhores traduções que fiz até hoje, cientificamente.
Retirado de "Estudo gráfico da concentração de Cádmio em relação às diferentes propriedades do Oceano Pacífico" por Claudia Silva, 4º ano Geologia e Recursos Naturais- FCUL, 2006
"Abstract: Two types of oceanic currents characterize the Pacific Ocean: Equatorial (warm waters, rich in organisms with high salinity) and Antarctic (deep colder waters with ability to a bit more reduced salinity level, rich in chemical elements and nutrients). According to a thermocline which extends from 120 metres of deep (approximately) to 500 metres, we can understand the “division” between superficial waters and intermediate waters, that is characterized for being the area where the mixture between the two types of currents already mentioned occurs (warmer and superficial, colder and deep). Connecting the different characteristics of sea water- Temperature (T), Salinity (S), Depth-, it is possible to identify relations between them, especially what concerns to the concentrations of two important elements, Cadmium and Phosphate. Although it’s recognized that Cadmium depends on marine biological activity, emphasising phytoplankton in the euphotic zone, it’s not yet established why it’s concentration has the tendency to increase (along with Phosphate concentration) to deeper regions. For one hand it can be assured that such evidence it’s due to the also bigger increase of marine origin carbonate compounds, all the organisms with shells and structures high in CaCO3, as it’s reached higher depth values, but on the other hand the capacity of mixture in the Ocean currents, contributes to the interference with biochemical sea characteristics, allowing an also progressive increase of the elements concentrations. It is easy to conclude that the Cadmium / Phosphate relation is linear and that their biggest level of concentration may occur exactly to the depth between 120 and 500m, reaching an equilibrium and constant level above these values. The increase factors of elements by carbon dissolution along with the mixture of different water layers are certainly related with these results. Key-words: Equatorial Pacific Current, Antarctic Current, Salinity, Temperature, [Cd], [PO4], Depth, thermocline, carbonates, interference and mixture of waters."

Monday, October 30, 2006

Ciclo de Mulheres - Essas mulheres...

Neste meu 3º post sobre as mulheres, resolvi pegar no assunto ainda tabu para alguns, mas de essencial valor para muitos outras e principalmente para muitas outras. O aborto.
aborto, s.m. expulsão do feto antes do fim da gestação; (fig.) monstruosidade.
Passemos ao lado de qualquer dicionário, de qualquer enciclopédia. O aborto é aquilo que é, aquilo que era no tempo da minha bisavó, naquilo que era no tempo da minha avó e no que é hoje em dia, com a pequena, GRANDE diferença que antes, existiam parteiras que para além de saberem colocar crianças neste mundo, também, quando necessário, sabiam impedir a sua nascença e, aí está a diferença, sabiam-no fazer bem.
Aparte de moralismos religiosos, de séculos de tradição romano judaica cristã, de pudores, de tretas, que é isso que eu penso, tretas, balelas, bullshit, eu sou contra a despenalização do aborto conforme é pretendido no referendo de Janeiro. Sim... leram bem, isso é tudo treta, mas eu sou contra. E apenas porque acho que a lei actual está mais que boa e também por achar que se o sim ganhar, não vamos ter umas estatísticas mais baixas, mas sim ainda mais elevadas. Estamos num país que, lamento dizer, está na cauda da Europa. Como querem despenalizar algo que nos irá colocar num nível da tabela ainda mais baixo? O aborto é um acto de consciência e desculpem dizê-lo a maioria das mulheres (na cidade!!) que o fazer não têm qualquer tipo de consciência, nem física e muito menos moral para dizerem coisas como, "o meu corpo, a minha escolha". Qual escolha? Escolha é utilizarem algo chamado pílula (que me lembre, além do médico e farmaceutico, mais ninguém precisa de saber, muito menos o marido macho que quer tudo ao natural..) ou preservativo. Isso sim, é ter-se escolha e consciência, não correrem depois para lugares favelados onde uma sujeita qualquer que nunca fez algo parecido na vida, faz uma raspagem a um útero, ao nosso útero por favor! Não, não me posso esquecer do interior do país. Claro que não me consigo esquecer que a maioria dos casais continua a ter um número incrível de filhos e então tive esta ideia completamente estúpida: e que tal se em vez de regionalização, se falasse em aborto por regiões? Argh!!! Eu disse que era estúpido! Eu não quero saber se há vida ao 1º segundo, à semana, nem nada... eu quero, eu exigo consciência das mulheres citadinas que vão votar. Lamento estar a dizer isto quando pessoas de outros países também o irão ler. Quando colegas meus que não me entendem também o vão ler. Nunca faria um aborto. Se ficasse grávida e não desejasse a criança dá-la-ia para adopção, a uma família que pudesse criá-la gostar dela, mas mesmo assim, nem isso faria. Acho que ficar grávida nos dias que correm é mesmo uma questão opcional e de consciência. Eu voto contra uma despenalização do aborto.

Friday, October 27, 2006

Ciclo de Mulheres-A minha avó

Tive a oportunidade de crescer num mundo só de mulheres. O facto do meu pai ter falecido tragicamente quando eu tinha nove meses (sim, tou a ser irónica, mas tem que ser, não estou para dramatizar as coisas), ajudou imenso à coisa. Fui educada pela minha "rica" tia Teresa.... porque sabe cozinhar muito bem e porque até é bacana e foi o meu tio que me ensinou os meus primeiros palavrões e a fazer o "aviãozinho"- como ainda hoje lhe chama-, voces sabem, aquele gesto feio com o dedo do meio! Ahaha!... e pela minha avó, porque na altura alguém tinha que pôr dinheiro em casa, a minha mãe. Portanto, nem é bem dela que eu me lembro durante a minha infância, embora fosse e ainda seja (claro) uma pessoa que esteve sempre lá, mesmo quando eu não a via...
Mas enfim.. a minha avó era extraordinária! A sério! Não existem palavras para a descrever e aqueles de vós que a conheceram, mesmo sendo nos últimos anos de vida, bem podem dizer que ela era uma pessoa muito especial, com uma genica e um humor muito grandes e também enorme sentido de oportunidade! A minha avó chamava-se (chama-se) Virgínia, que é o meu segundo nome, por outros motivos que agora não vêm ao caso. Era de uma terra chamada Rio de Moinhos, Concelho de Abrantes, distrito de Santarém. Quando era miúda costumava ir buscar lenha aos pinhais mais próximos e um dia, o rio pregou-lhe uma partida e decidiu levá-la com ele. Diz ela que teve de se agarrar a umas canas para não ir pelo Tejo abaixo. A partir de então, ela e a água sempre tiveram uma relação muito difícil.
A minha avó só tinha a 4ªclasse (desculpem-me, mas quando eu fiz a primária, ainda se chamava assim), só que ninguém diria, eu não diria. Quando tinha 12 anos veio trabalhar para Lisboa, não havia dinheiro para ir estudar a Santarém. Só que sempre trabalhou em casas de pessoas bem formadas e bem de vida... foi isso que lhe deu os seus conhecimentos. Raramente se vê hoje em dia, empregadas a quererem aprender com as patroas, mas naquela altura, até "pretendentes" dessas famílias a minha avó teve. Eu, por acaso, não tenho essa sorte, mas os homens daquele tempo, também não eram aquilo que são hoje, uns anormais. Aquilo eram senhores, autênticos cavalheiros... eu estou apaixonada pelos anos 20 e anos 30... Viva o vintage! E foi com a minha avó que aprendi a ser mulher e a respeitar o meu género. Acho que todas as raparigas deviam ter avós como a minha, sentir-se-iam bem melhores do que provavelmente se sentem e não teriam um aspecto tão desleixado (boca para certas pessoas: posso ser antiquada na forma de vestir, mas pelo menos não sou ordinária, porque na minha casa também não tive exemplos disso). Ela contava-me histórias do arco da velha e não, muito sinceramente o episódio de Fátima, raramente era falado, embora ela gostasse muito da Santa. Histórias de lobisomens, histórias de fantasmas... maravilhosas histórias, e sentia um enorme/ ENORME fascícnio pelo castelo de Almourol. Um dia destes tenho que pintá-lo.
A minha avó nasceu a 14 de Setembro de 1908 e faleceu a 16 de Outubro de 2004. Era uma mulher com M.

Tuesday, October 17, 2006

Ciclo Mulheres -The L Word

Tem-se falado muito nos últimos tempos em minorias étnicas, direitos dos imigrantes e, embora sejam assuntos extremamente importantes e actuais, não me parecem, contudo, com uma solução pacífica em breve e, será um assunto a ser falado em outro capítulo. No entanto, se há algo em comum com o tema anterior e com a série da 2: é exactamente o facto de se tratar ainda de uma minoria. A diferença passa pelo facto dos imigrantes já terem direitos adquiridos no país de acolhimento (se forem legais) e, os grupos de homossexuais continuarem uma, não direi longa, mas estranha batalha, não só por direitos civis, como também pelo direito de se livre manifestarem sem serem maltratados ou vítimas de exclusão pública. É mais fácil aceitarmos com alguma naturalidade (engolindo grande parte do nosso orgulho, ego, capacidade de raciocínio) um imigrante passar o dia bebendo cerveja e não ir trabalhar, recebendo ao fim do mês um subsídio de desemprego que lhe dá para muito coisa, do que, por exemplo, ter-se amigos homessexuais/ lésbicas, ter-se um gay no local de trabalho, ter-se por "infelicidade" filhos assim. Filhos, assim...Estes últimos chegam a ser expulsos de casa. É bem mais fácil aceitar de volta ao ninho um filho/filha que bate nos pais e/ou que os rouba, do que Ter em casa um filho que gosta do filho do melhor amigo do pai, ou uma filha que gosta da Teresinha, filha da Zezinha lá do grupo de amigas da mãe. E há mais! Que raio de ideia é essa que as lésbicas têm à viva força de terem um corpo mais másculo que fêmeo, cabelo curto, vestuário que não lembra ao diabo, voz grossa? É verdade que muitas se identificam (e ao BEM longe, assim), mas olhem que na maioria das vezes, não é assim e a prova provada é a série da 2: A personagem Shane é completamente andrógena e não é menos sensual que as outras. Não é por serem lésbicas que aquele grupo de mulheres se vestem extraordinariamente mal, ou não é certamente por isso que se deixam de bem vestir. Já ouvi comentários a esta excelente série- só tenho pena que passe a horas tardias durante a semana, mesmo sendo na 2:-, com maioria a rondar o "mau gosto", "onde já se viu", "pouca vergonha" e, a pérola maior "enoja-se pessoas assim e saber que outras pessoas a vejam". A mim o que me enoja são as pessoas que fazem estes comentários, porque ainda têm uma mentalidadezinha bem rudimentar e fechada (no próximo tema, voltaremos a este assunto) e, bem sei que pode ser muito difícil de encarar o assunto com naturalidade, mas mais tarde ou mais cedo terá que ser assim feito, porque os homens que por aí andam, já poucos ou nenhuns se podem considerar o típico macho latino e, muitos, já dão para "os dois lados".
Em relação à opinião destas pessoas, são elas as mesmas que vêem Sex and The City. Garanto-vos que a mim faz-me mais confusão a Miranda utilizar um vibrador para adormecer o filho, colocando-o debaixo do carrinho, ou ver a Samantha (pergonagem mais bem conseguida pela honestidade- para com ela mesma e para com os outros. "I've fucked every man in Manhattan and a few from Brooklyn"-) todos os episódios a fazer sexo nos locais mais inapropriados numa média de 2 homens por episódio. Já não falando das Desperate Housewifes, o terror das novas séries. Se a Carrie (Sex and The City) andava sempre bem vestida com os ultimos modelitos de New York, também a Bette (The L Word) anda com os melhores de Malibu. Se a Samantha pode andar a "comer" tudo o que é homem e que mexe, também a Shane tem esse direito com outras mulheres, ou será diferente por ser lésbica?
Sempre fui defensora dos direitos das mulheres, e aos poucos e de mansinho para não ferir a susceptibilidade de ninguém, fui-me tornando defensora dos direiros homossexuais (desde que as ideias tenham cabeça, tronco e membros), vou continuar assim, mesmo que a cabeça dos outros não esteja para aí virada.
Vejam a série e depois digam alguma coisa. Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.

Monday, October 16, 2006

Jogo da Sardinha

A chegar a Queluz na sexta feira, tive a ideia (imaginação prodigiosa) de estar a atravessar o túnel do Rossio (antes de ter sido fechado, ou depois de estar reaberto) e pedir à minha mãe, ou a quem estivesse comigo, para que o tempo passasse mais depressa, jogar comigo à sardinha.
Se formos a ver bem, todos temos algo de infantil e, quer seja a vontade de jogar à sardinha, como (à minha assumida pancada) de adquirir Barbies novas,- tenho 22 anos, para os mais distraídos!, não para brincar com elas, mas para fazer colecção (e porque elas estão mais engraçadas)-, o que interessa é que ao menos, temos a cabeça ocupada com alguma coisa que não sejam os problemas do costume e, mesmo para quem não pode ou não quer, deveria guardar um pouco da meninice que um dia possuiu para tornar os momentos mais tristes em algo com mais cor.
Já agora, tenho aptidão para as Barbies morenas: Teresa, Christie, Midge (mulher do Alan, mãe de dois filhos...enfim, um relambório de historietas).

Sunday, October 08, 2006

Outono...

Por muito que eu não queira há coisas que têm mesmo de acontecer e, neste caso, se não acontecessem, alguma coisa estaria de muito errado no MuNdO onde vivemos. Hoje, domingo, esteve um dia fantástico mas de Outono. O "mas" é porque eu não gosto desta época do ano, como já abaixo foi referido, porque eu não gosto deste tempo esquisito, com o Sol num amarelo esbranquiçado, com os dias extremamente mais curtos (às 16.00 já o astro-rei se encontra em rota de colisão com o horizonte), com uma luz doente,- sim, porque é assim que a entendo, uma luz doente. Quando uma pessoa está adoentada, e tem dificuldade em olhar para a luz, é assim que a vê, estranha, branca...doente. Hoje, fui passear para os lados de Mafra/ Ericeira. Almoçamos em Ribamar numa marisqueira (que já nem é a sombra do que foi há uns anos) e depois fui à famosíssima praia de Ribeira D'Ilhas (onde o Eddie Vedder foi surfar com os amigos da última vez que cá esteve). As ondas puxavam. Fenómeno das "marés vivas" em acção. Alguns cabecinhas em cima de pranchas viam-se ao longe, mas o mar, hoje, não estava para isso. E encontrámos ainda algum pessoal a fazer praia. Lá porque a luz anda desmaiada, não quer dizer que o Sol não aqueça os corpos. Foi uma tarde porreira.
Talvez para o próximo fim de semana volte a lá ir, se o tempo continuar assim, quentinho. A luz, que se lixe, afinal, quer queira, quer não, depois do Outono virá o Inverno e, não há mesmo nada a fazer.

Porque os blogs servem também para ajudar os amigos...

Pedro Tochas em “Maiores de 18” no Teatro da Trindade 3, 4 10 e 10 de Novembro. Pela última vez em Lisboa, Pedro Tochas apresenta o espectáculo “Maiores de 18 -stand-up comedy para adultos” no Teatro da Trindade. Quatro dias em Novembro para dizer adeus a um espectáculo que teve lotações esgotadas em todas as suas apresentações anteriores. Eu recomendo!! A não perder!!! Mais informação sobre o espectáculo no site de Pedro Tochas www.pedrotochas.com O que já disseram de Pedro Tochas: "É que este senhor não tem só piada, tem também muita arte..." O Comércio do Porto; "Sublime na arte de dominar uma plateia, como poucos no nosso país, Tochas é mestre no improviso e na fusão de estilos, desde o stand-up ao humor negro e nonsense" VISÃO; "Tochas incendiou plateia de riso" ; Jornal de Notícias "Hilariante! É o mínimo que se pode dizer do actor, malabarista e comediante Pedro Tochas. A CAPITAL; "Ao vivo, é chorar de tanto rir." Público; "E, se faz favor, stand up! Porque é assim que se deve aplaudir um artista deste gabarito. De pé!" Correio da Manhã

Wednesday, September 20, 2006

Furacões no Atlantico

Olhem tão giro e tão fora do vulgar! Dois furacões fora da rota do costume. Quer dizer, invulgar, nos dias que correm, já não é assim tanto, basta a temperatura da água do mar estar a aumentar para acontecerem destas coisas. Já no ano passado foram os furacões /tempestades tropicais Vince e Delta (esses dois grandes malucos) e um dia destes não se admirem se piorar. Agora, perguntam vocês, onde está o Gordon na imagem?? A resposta é a bolita(!!!) azulada que se encontra mesmo a meio da imagem de satélite! A depressão grandalhona do lado esquerdo é o Heleine, outro furacão que se encontra a NE das Bermudas, a rodar e a rodar, mas que parece não querer ir a lado nenhum e teima em ficar no mesmo local. Para quem gosta deste tipo de fenómenos não muito comuns, aconselho a verem o filme Dia depois de Amanha. Pode não ser tão real quanto o Uma verdade inconveniente, mas pelo menos mostra um cenário possível para quando isto tudo descambar. E o pior é que estaremos cá para ver...

Eu prometi um, mas devem ser dois ou três...

Nem sei como dizer... realmente é mais forte do que eu e, como todos nós sabemos, o que tem de ser, tem muita força. Segunda-feira, dia 18 (foi não foi??) recomecei as aulas na FCUL. Eu acho que só aquele dia foi uma espécie de aviso...sim, uma premonição do que a partir daqui será a minha vida. Ou seja, um verdadeiro horror. Sim, porque não é normal eu acordar às 06.00, com muito custo, ir toda pipoca para a estação de comboios de Queluz-Belas e esperar mais de uma hora para entrar numa máquina de movimento. É que foi logo assim, PAH, para começar... mas o melhor estava para vir. O melhor mesmo foi chegar (tarde e a más horas) à faculdade e não ter a 1ª aula da manha, marcada no horário para as 08.00. E quem diz essa, diz todas as que se seguiram, à excepção de uma à hora do almoço e depois outra mais para o final do dia. Dia 2 (terça-feira): Foi ligeiramente melhor. Como me senti injustiçada pela segunda-feira, resolvi faltar às aulas da manha. PIMBAS! Já consegui ter uma falta a uma cadeira que por acaso está em atraso (não tenho vergonha nenhuma, mas confesso, dormir soube bem melhor). E depois lá fui na tarde soalheira e ainda quentinha para ter a apresentação a uma disciplica nova. Gostei do que vi e ouvi, só espero que se mantenha o mesmo nível, senão, estamos mal. Dia 3 (hoje): A coisa correu tão bem ou melhor que ontem. É que NEM FUI a Lisboa hoje. Não, não resolvi faltar a tudo, apenas não tive aulas. Honestamente, não tive aulas hoje, a maioria eram práticas e ainda não há matéria para tal. Tenho cá a sensação de que isto só começa a sério na próxima segunda. Como podem ver, está a ser ouro sobre azul. Mas amanha, quinta-feira, é a vingança...levo com quase todas as disciplinas que ainda por cima demoram 3 a 4 horas cada uma, só que aquilo que eles não sabem é que sexta, volto a não pôr lá os pés. Eu e a faculdade andamos a brincar às escondidas. Mas é Sol de pouca dura e, em breve, saberemos quem levou a melhor, se a FCUL (quase de certeza), ou eu (em alguns dias específicos: chuva, greve de transportes, quedas de meteoritos, etc..)

Saturday, September 09, 2006

Breathe

Pink Floyd Breathe (Waters, Gilmour, Wright) Breathe, breathe in the air. Don't be afraid to care. Leave but don't leave me. Look around and choose your own ground. Long you live and high you fly And smiles you'll give and tears you'll cry And all you touch and all you see Is all your life will ever be. Run, rabbit run. Dig that hole, forget the sun, And when at last the work is done Don't sit down it's time to dig another one. For long you live and high you fly But only if you ride the tide And balanced on the biggest wave You race towards an early grave. //////////////////// Midge Ure Breathe With every waking breath I breathe I see what life has dealt to me With every sadness I deny I feel a chance inside me die Give me a taste of something new To touch to hold to pull me through Send me a guiding light that shines Across this darkened life of mine Breathe some soul in me Breathe your gift of love to me Breathe life to lay 'fore me Breathe to make me breathe For every man who built a home A paper promise for his own He fights against an open flow Of lies and failures, we all know To those who have and who have not How can you live with what you've got? Give me a touch of something sure I could be happy evermore Breathe some soul in me Breathe your gift of love to me Breathe life to lay 'fore me To see to make me breathe Breathe your honesty Breathe your innocence to me Breathe your word and set me free Breathe to make me breathe This life prepares the strangest things The dreams we dream of what life brings The highest highs can turn around To sow love's seeds on stony ground Breathe Breathe Breathe some soul in me Breathe your gift of love to me Breathe life to lay 'fore me To see to make me breathe Breathe your honesty Breathe your innocence to me Breathe your word and set me free Breathe to make me breathe

Friday, September 08, 2006

Enquadramento geológico da Serra de Sintra

Esta apresentação faz parte do trabalho de grupo da disciplina de Geologia de Campo II (3º ano de Licenciatura em Geologia).
"Enquadramento geográfico, geomorfológico e paleoambiental. Constituindo o “acidente geológico e geomorfológico mais importante da península de Lisboa” (C.Teixeira, 1962), a Serra de Sintra, de origem magmática, encontra-se sobressaída a uns 300 metros acima das plataformas sedimentares calcárias que a rodeiam. Considerado um relevo de dureza, que terá sofrido erosão diferencial, apresenta uma vasta superfície de aplanação, sob a forma de um alongado “inselberg” cujas dimensões compreendem 10 km de comprimento por 5 km de largura, cujo eixo maior se encontra orientado segundo E-W, com um comando que ronda os 500 metros de altura (Galopim, 1995), sendo ainda recortado a Ocidente pelo mar, originando uma costa bastante recortada por altas falésias, prolongando-se até uma certa distância da costa (Kullberg, 1984). Os cursos de água existentes cortam a paisagem segundo uma orientação NE-SW. Caracteriza-se também pela presença de um degrau correspondendo a uma paleopraia bem demarcada devido aos elementos sedimentares que possui (Matos Alves, 1971). Climatericamente, a região de Sintra e seus arredores foram palco de várias transformações, primeiramente durante a formação da Bacia Lusitânica, (Trásico superior- Jurássico), durante a qual as temperaturas eram mais elevadas e o clima mais húmido que actualmente, predominando um sistema morfoclimático sub – húmido e, por último, num crescendo de eventos, no início do Cenozóico, um período climático do tipo tropical de tendência sub – árida, caracterizado por sucessivos depósitos acumulados. A área em estudo é pois afectada não só pela intrusão do maciço, bem como por todos os restantes aspectos mencionados, situando-se a Sul do mesmo, entre a Praia do Abano (base da área) e a Ponta da Abelheira (topo norte da área) no sopé da Serra, numa extensão total de 1 km. Enquadramento geológico Tal como já foi referido, a Serra de Sintra é o resultado de uma intrusão magmática diapírica oriunda da parte superior do manto, estando relacionada com os maciços de Monchique e Sines, devido à abertura do Golfo da Biscaia. Assumindo por razões tectónicas e estruturais regionais, uma forma elíptica com eixo maior E-W, ascendeu até aos níveis mais elevados da crosta atravessando 30 km de espessura de rochas graníticas do soco, acabando por se intruir ou encaixar em rochas mais recentes, de natureza sedimentar, de uma sequência de camadas espessas com cerca de 3500 metros, na maior parte acumuladas no fundo do mar, entre o Jurássico superior e o Cretácico médio. Nesta ultima fase de intrusão, há cerca de 82 Ma, o núcleo magmático terá deformado e elevado as camadas encaixantes (final do Cretácico), (Galopim, 1995). Hoje interpretado como um sinclinal anelar quase completo, (Kullberg, 1984), exibe pois uma grande variedade petrográfica com diferentes tipos litológicos dispostos em anel. Em virtude do condicionalismo tectónico regional, o maciço evoluiu numa grande dobra anticlinal assimétrica tombada para Norte, com tendência cavalgante nesse sentido, testemunhado por falhas inversas ao longo dessa directriz, gerando portanto um doma dissimétrico. Alguns autores estão em desacordo quanto ao tipo de mecanismo magmático que permitiu a variedade petrográfica (Kullberg, 1894), mas, segundo Matos Alves (1964, 1981), os principais são os grantitos subalcalinos a calcoalcalinos, os sienitos e sienitos quartzíferos, os dioritos quártzicos, gabros, mafraítos, brechas eruptivas e uma vasta rede filoneana, constituída por microgranitos, riolitos, traquitos, microsienitos, microdioritos, doleritos e lamprófiros. A sequência mesozóica, ou seja, a cobertura sedimentar atravessada pela intrusão, contorna a serra na sua totalidade, com um grupo de estratos inclinados para a periferia dos sectores Sul e Leste, estando os do bordo Norte bastante inclinados, verticais ou mesmo invertidos, em consequência do cavalgamento já referido. Distribuída entre o Jurássico superior e o Cretácico médio, esta sequência está representada maioritariamente por rochas calcárias de fácies marinha com uma intercalação litoral, durante a qual se estabeleceu, primeiro, um regime recifal e mais tarde, após emersão, uma situação francamente continental, expressa pela deposição abundante de sedimentos detríticos, tais como conglomerados, areias e argilas. Uma vez que os continentes euro-asiático e americano ainda se encontravam unidos e o Atlântico ainda não se encontrava totalmente aberto, um braço de mar insinuava-se contudo, de Sul para Norte, constituindo a Bacia Lusitânica. As formações sedimentares que servem de encaixante foram depositadas na Bacia Lusitânica, alongada segundo a direcção NNE – SSW, e de reduzida extensão lateral, que se instalou durante o Mesozóico, bordejando a W o Maciço Hespérico, emerso. Definindo um graben cujos blocos são limitados por acidentes tardi-hercínicos, a sedimentação, principalmente a sedimentação marginal foi fortemente controlada por reactivações posteriores destes acidentes, traduzidas por bruscas variações laterais de fácies e de espessura de sedimento, registos de frequentes oscilações marinhas. Enquanto que a Norte da bacia sedimentar ocorria grande instabilidade tectónica, na região de Sintra as condições de deposição foram relativamente estáveis, criando ambientes laguno – marinhos, várias vezes isolados por barreiras recifais (Kullberg, 1984). Logo a seguir à deposição sedimentar e, devido ao processo tectónico global, toda a área foi reinvadida pelo mar, o qual, foi promovendo a formação de lagunas as quais conservaram na vasa, elementos bio-organicos. Após a intrusão diapírica ocorreu a consequente deformação das camadas com maior incidência nas que se situam nos seus bordos, devido à orla metassomática que a ascensão e contacto favoreceram. Por ultimo, já no Quaternário, o mar deve ter novamente invadido a região, formando os níveis de praias levantadas. A deformação das camadas sedimentares prolongou-se contudo, para além da altura de intrusão do maciço de Sintra, chegando aos dias de hoje."

Tuesday, September 05, 2006

Férias... algumas fotos, o resto ainda está em formato rolo.. não gosto cá de mariquices digitais (ainda...)

Freddie Mercury

Se fosse vivo, faria hoje 60 anos. O problema é não estar vivo.
Decorre neste preciso momento uma homenagem a um dos maiores cantores/ compositores/ showbizman de sempre, e podem bem cá vir falar do John Lennon, do Bob Dylan, do Jim Morrison e outros que tais, que hoje, não vale mesmo a pena.
Nem de propósito, faz agora 10 anos que eu, na altura pré adolescente de borbulhas no nariz, comecei a interessar-me pelos Queen. Por ouvir na rádio ou por influências paternais? Ambas as hipóteses seriam erradas. Ao contrário, qual paixão avassaladora me tocou, igual às que aconteciam às meninas da minha idade e fui logo gostar de um rapagão (na época o rapaz era mesmo alto, para os seus 16 anos... como eu me lembro das coisas) que andava no 9º ano. Ora, como não interessa, ou pelo menos ficará para outra ocasião, mas vim a saber que o dito era grande fan do Freddie e dos Queen. Ora, eu, louquinha com a paixoneta, fui logo tratar de adqurir uma cassete (sim, cassete, ainda tenho muito disso) do album Made in Heaven.. e, tendo sido influenciada por um rapaz que nunca cheguei a conhecer pessoalmente, ou não, apaixonei-me na verdade pelo que ouvi.
Lembro-me embora mais vagamente de ver e ouvir a notícia do seu falecimento na televisão, e que no mesmo dia, acho eu, fizeram um especial sobre a sua vida. Portanto, de alguma forma, isso ficou-me na cabeça, mas foi preciso um fulano qualquer despertar-me a atenção para um dos fenómenos musicais que ficarão na história.
Morreu vítima de uma doença oportunista, Pneumonia, devido ao facto de ter contraído VIH e consequentemente, ter progredido para SIDA, numa época em que a prevenção não era o que é hoje, e a doença concentrava-se só ou quase só na comunidade gay. O próprio admitiu que foi bastante promíscuo, mas que isso não o impedia de viver como gostava.
Pergunto-me se, eventualmente, ele não tivesse morrido, se não se tivesse criado este mito em torno do homem mortal, continuaríamos a falar dele e dos Queen com o mesmo fervor, com a mesma vontade e gosto.
Eu acho que não. Sabem, existem pessoas que passam nesta vida a correr, exactamente para marcarem esse efeito nas outras pessoas. Exactamente para se tornarem mitos de várias gerações.
O Freddie era e ainda é um desses corredores.

Ano Novo, Vida Nova?? About me

Para mim o ano começa agora, em Setembro. Somente porque em Dezembro estou a fazer tanta coisa que nem dou pelas badaladas do relógio, e acabo por descobrir que é bem mais fácil desejar-se pelas férias de Verão, do que propriamente pelo espírito natalício. Bom, na realidade, não será este o único motivo. Afinal, agora que as aulas vão recomeçar na bela faculdade onde estudo (mais concretamente na ala hospitalar da Faculdade de Ciencias- nada a enganar, é o edifício branco (sujo) ou crù atrás da de Letras da Universidade de Lisboa), vou-me reencontrar com todos os meus colegas e professores e até amigos, que não sendo da faculdade, fica-se sempre um mês inteirinho sem se ver. O problema é a volta à rotina, se os reencontros e os reinicios e as rentrées são excelentes, passadas umas semaninhas, já não posso com aquilo. A sério! Ao menos sou honesta, fico farta do sair de casa cedo, apanhar o comboio, apanhar o metro, andar um bocadinho até à ala/ faculdade, ver as caras dos "profes", ver as caras dos colegas, muitos deles ainda a dormir, ter um horário merdoso e, lá está, quando menos eu espero, já estamos em exames e já passou mais um ano civil... Claro que a única coisa a fazer é desejar-se ardentemente que a porra do clima aqueça, que as temperaturas subam, que o Verão e as férias cheguem e começa tudo de novo. Resumindo e concluindo, eu, Claudia, sou a típica portuguesinha de classe media baixa a viver nos arredores suburbanos de Lisboa, que não gosta de levantar o cu da cadeira para fazer seja o que for (embora isso também seja uma rotina e, péssima, por sinal) e que espera, como todos os outros portuguesinhos, pelas férias, feriados ou seja lá o que for, para não ter que pensar em nada. Prazer em conhecer-vos também.